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"Feira Internacional e 2º Salão de Turismo de MS" acontece neste mês
Jornalistas foram usados em toda a linha
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“Não tenho dúvidas de que os media foram estrategicamente ‘utilizados’ para não deixar ‘morrer’ a história”, disse à agência Lusa a professora universitária Madalena Oliveira, numa entrevista por escrito. Além das “muitas iniciativas” realizadas para “manter o assunto na agenda dos jornalistas”, “não podemos ignorar que uma fortíssima máquina de Relações Públicas foi montada à volta dos pais”, acrescentou a investigadora, que já apresentou comunicações sobre o assunto em conferências realizadas no estrangeiro. Desde o início percebeu-se que se estava perante uma “notícia demorada” nos órgãos de comunicação social, que “seduziu a opinião pública”, o que terá levado os jornalistas a ficarem “atentos a todos os movimentos” à volta da história, revelando uma “certa vontade, ou quiçá obrigação, de saciar o interesse das audiências”, sustenta Madalena Oliveira. Aqui colocam-se duas questões opostas e surge a hipótese da “perversão do próprio jornalismo”, que está excluída se o papel dos repórteres for o de “mandatários da vontade e do direito dos cidadãos a serem informados”, mas tem que ser admitida se as empresas de comunicação virem no caso “uma estratégia de dar ao público o que o público quer”. O processo mediático em torno do desaparecimento da criança inglesa no Algarve “ilustra um certa tendência do jornalismo contemporâneo para privilegiar a carga emotiva da actualidade”, naquilo a que o investigador francês Mac Litz chama “jornalismo compassivo”, considera a docente universitária. Um aspecto que se torna relevante é o crescente interesse mediático de questões relativas a crianças, neste caso aumentado por uma suspeita de crime, o envolvimento de estrangeiros e as inevitáveis implicações entre as diplomacias de Portugal e Reino Unido, acentua ainda. Tudo somado, está-se perante um “caso que os estudos jornalísticos não vão poder ignorar”, pela exposição à opinião pública que revelou “uma prática jornalística muito ao jeito do folhetim”, ao ter transformado o desaparecimento de Maddie numa “espécie de novela ou num mistério irresolúvel”. “Este é um caso que ficará como um marco na história do jornalismo português ou até mesmo internacional”, ao ilustrar a história de como “uma criança individualmente pode movimentar a opinião pública de um país inteiro”, conclui Madalena Oliveira. Madeleine McCann desapareceu a 03 de Maio de 2007 do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento do aldeamento turístico "Ocean Club", na Praia da Luz, no concelho de Lagos, no Algarve. A Polícia Judiciária inicialmente apontou para a hipótese de rapto, mas mais tarde admitiu o homicídio da criança. As autoridades, contudo, nunca conseguiram apurar o que realmente aconteceu a Madeleine McCann, que hoje estaria prestes a fazer seis anos de idade. Ministério Público arquiva processo Dois anos depois do desaparecimento de Madeleine McCann de um apartamento turístico da Praia da Luz, e com o processo arquivado pelo Ministério Público, sem rasto da menina ou suspeitos, os pais mantêm a esperança de encontrar a criança viva. Madeleine McCann, na altura com três anos, desapareceu na noite do dia 03 de Maio de 2007, do quarto onde dormia, com dois irmãos gémeos, de um apartamento do aldeamento turístico “Ocean Clube”, na Praia da Luz (Lagos). Enquanto as três crianças permaneciam sozinhas no apartamento, os pais, Kate e Gerry McCann, jantavam com um grupo de amigos, no restaurante do aldeamento, a cerca de 50 metros. O desaparecimento da menina assumiu proporções mundiais, tendo “alimentado”, diariamente e ao longo de vários meses, os noticiários de rádios, televisões e jornais do planeta, mas nunca chegou a ser esclarecido. A viragem na investigação A Polícia Judiciária (PJ), que inicialmente admitiu o rapto, virou o rumo da investigação, em Agosto de 2007, para a possível morte da criança, com as suspeitas a recaírem sobre os pais, Gerry e Kate McCann, ambos médicos. A reviravolta na investigação baseou-se em vestígios biológicos recolhidos no apartamento e no carro alugado pelo casal McCann, 25 dias depois do desaparecimento da sua filha. Os indícios foram recolhidos com a ajuda de dois cães da Polícia inglesa, "peritos" em detectar sangue e odor a cadáver, e analisados no laboratório forense britânico, em Birmingham. Apesar da reviravolta na investigação, as análises aos vestígios encontrados não permitiram concluir se seriam ou não da criança, como foi confirmado pelo então director nacional da PJ, Alípio Ribeiro. Em Setembro de 2007, ao receber os resultados das primeiras análises forenses, a Polícia Judiciária passou a centrar as suspeitas no casal McCann - por ocultação do cadáver -, apontando a morte como "a causa provável para o desaparecimento da menina". BREVES Shoppings degradam. O aumento dos centros comerciais em Portugal está a contribuir para a degradação das zonas de comércio tradicional, segundo os responsáveis das lojas de rua, mas os promotores dos shoppings defendem-se, alegando que há espaço para todos. Para a Associação Portuguesa dos Centros Comerciais (APCC), estes espaços funcionam "muito bem", estando pouco afectados pela crise. Já a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) sustenta que as lojas de rua estão a enfrentar problemas de vária ordem, como prova o encerramento de "um número muito elevado de estabelecimentos". A ideia transmitida é igualmente divergente no que respeita à dimensão dos equipamentos, com a APCC a apontar que Portugal "está na média do que se passa em outros países" enquando a CCP prefere salientar que o país "tem uma das maiores densidades comerciais da Europa". Nossa senhora. A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima está no Brasil, onde percorrerá até Junho municípios do Estado do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, em Minas Gerais. Enviada pelo Santuário de Fátima, em Portugal, a imagem foi recebida por Berthaldo Soares, sócio-fundador da Associação Arquidiocesana Tarde com Maria, que acompanha há 23 anos a passagem da imagem da Santa peregrina pelo Brasil. Além de paróquias e capelas, a Santa também passará, no dia 7 de Maio, pelo Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro, onde será rezada uma missa especial. |
Turistas já DEIXARAM o México em sua maioria
Em sua maioria, os turistas que estavam no México já deixaram o país. O secretário de Turismo Rodolfo Elizondo, informou hoje (1), que quase todos os turistas estrangeiros que estavam no país viajaram de volta após as informações dos primeiros casos da epidemia da gripe A (H1N1), a gripe suína.
Em tom de lamento, o principal dirigente do turismo mexicano ampliou: "Ficamos praticamente sem turismo internacional. Neste momento, não podemos fazer nada", disse o secretário. "Estive em Cancún e vi aviões que chegam vazios para levar gente que estava por aqui." Situado na região sudeste, o balneário é o principal destino turístico do país. Nos últimos dias, porém, os empresários locais estão vivendo um dos piores momentos para seus negócios.
Assustados, os turistas estrangeiros estão cancelando visitas. Todos os dias, segundo autoridades, voos procedentes de Estados Unidos, Canadá, Espanha, Alemanha e Reino Unido são cancelados. Vários dos principais operadores internacionais cancelaram suas programações para todo o mês de maio. Cruzeiros também tiveram escalas suspensas. Representantes do setor e prestadores de serviços estimam quedas que podem variar entre 50% e 90% em suas receitas somente para este fim de semana prolongado, que irá até o dia 5.
"Vamos observar nos próximos dias uma situação muito difícil", alertou Félix González Canto. governador do estado de Quintana Roo, onde fica o balneário.
Existe ainda o problema das restrições impostas por autoridades governamentais determinando o fechamento total ou parcial de lugares em que há grandes concentrações de pessoas, como restaurantes, bares, teatros, cinemas, mercados e danceterias. Em Guadalajara, por exemplo, 866 estabelecimentos deste tipo estão de portas fechadas.
Em Acapulco, a taxa de ocupação dos hotéis era de apenas 38,6% nesta sexta-feira. A vida noturna local, sempre muito atrativa para o público, está prejudicada.
O turismo representa a terceira indústria mais importante no México, com US$ 13,3 bilhões no impacto econômico anual. A situação criada pela gripe poderá forçar uma queda de 1% no PIB. Na tentativa de reverter a situação, Elizondo garante que o governo já prepara a elaboração de uma campanha de marketing para recuperar a imagem turística do México após a epidemia que deverá ter uma duração de três meses.
Até o momento, foram 15 mortes causadas pela doença. Além disso, há outros 176 falecimentos suspeitos e 358 casos de infecção sendo tratados. Ao todo, cerca de 3.000 pessoas podem estar doentes em conseqüência da proliferação da gripe.
A propagação internacional teve novos anúncios neste primeiro dia de maio. A OMS - que acena com a possibilidade de ter uma vacina contra este vírus no prazo de seis meses - coloca o México e os Estados Unidos como os países disseminadores do virus. Um vôo da United Airlines procedente de Munich com destino a Washington teve uma escala emergencial em Boston para deixar uma entre os 245 passageiros a bordo que apresentava sintomas. Ela foi encaminhada ao hospital geral de Massachusets. Na Dinamarca e em Hong Kong, foram anotados os primeiros suspeitos. Na Argentina, 13 pessoas estão sob avaliação. E agora, no começo da noite deste primeiro de maio, a Coréia do Sul confirmou o segundo caso em território asiático.
No Brasil, o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que já são sete os quadros clínicos considerados suspeitos, com os principais sintomas da gripe -- febre alta, tosse, dores de cabeça, no corpo ou nas articulações, coriza, vômito e diarreia. Outros 41 casos estão sob observação. Em Minas, o governo decretou estado de emergência para maior urgência nas providências que podem evitar a proliferação.